domingo, 20 de março de 2011

Língua Portuguesa
Sabemos que a língua é ampla e variada, por mais que quiséssemos falar dela ou como ela se move dentro e fora de nós não conseguiríamos em uma noite, talvez não consigamos fazer essa definição ao longo de nossas vidas.
Sabemos que ela é um código que aprendemos muito cedo a descodificá-lo, mas nunca conseguimos descobrir seus segredos, armadilhas e encantos. Em alguns casos nós tornamos especialistas dela só pelo seu doce mistério. Sermos sensíveis é o que importa, para que ela possa tocar em nós como se fosse o primeiro amor, o primeiro beijo roubado, por mais que não nos lembremos da sensação deles, sabemos que foi encantador e único, não há quem não dê um sorrisinho ao falar desse momento.
A nossa língua é tão misteriosa que é falada em várias partes do continente, mas de forma diferente, com aliterações, oximoros e paradoxos sendo usados de forma diferente, mas dizendo a mesma coisa.  O que falarmos da variação lingüística dentro do próprio país? A mesma “coisa” possui vários nomes, mas continua sendo ela própria. Para alguns você come mexerica para outros tangerina ou bergamota, ah! Os nossos amigos nordestinos quase que criam um dialeto para isso, subir a ladeira em zig-zag pode ser subir de bandola.  Encantador ou assustador é você que decidirá! Contudo concordemos que é incrível essa variação.

4 comentários:

  1. Quando optei em ser professora, acreditei que seria uma pescadora de ilusões.
    Quando me apaixonei pela Literatura, acreditei que posso descortinar o mundo através de sentimentos e sensações.
    Quando li Guimarães Rosa, me olhei no espelho diferente, e percebi que sou o que o reflexo não mostra.
    Quando me tornei mãe, aprendi a partilhar, a amar,e a sentir a dor do outro como se fosse minha.
    Quando fui educada pela minha família, me disseram que eu teria que ser integra e sincera sempre, mas por vezes me pouparam dores e decepções.
    Quando meu pai escutou Legião Urbana cantando: Tempo Perdido, me disse que além da cor, ele via em meus olhos aquela tempestade.
    Quando esse mesmo homem me disse: "as regras são feitas para serem quebradas", eu não entendi, mas em um verão, além de me ensinar a dirigir, mostrou-me que a vida era muito mais que o meu mundinho autista e altruísta.
    Quando meu avô me ensinou o caminho da FÉ, me disse que ela era LIBERTADORA, me mostrou que quando eu estivesse fraca e cansada estaria mais forte.
    Quando minha vó, segura as minhas mãos em momentos de dor, me mostra que posso suportar e vencer as adversidades.
    Quando minha mãe morreu, me ensinou que o AMOR quebra barreiras e supera as diferenças.
    Quando os amigos verdadeiros chegaram, ensinaram-me que chorar é preciso e que confiar é necessário (embora arriscado).
    Porém nenhuma dessas pessoas, que estão ou se foram me ensinaram, foi que:a calúnia dói, que o amor temos que saber dosá-lo, que as cicatrizes nos fazem pessoas melhores, que algumas pessoas por pura maldade tentarão nos deter. Mas sei que preciso confiar em Deus e esperar que Ele me justifique.

    Verônica Matos

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Maninha, você é severamente autêtica. Essa foi a expressão que me oorreu. Por sua impetuosidade e seu dinamismo, o que sinto é, não importam os empecilhos, você nasceu com o lindo propósito de marcar os eu tempo. Muitos beijos, ramas de louros e glórias épicas é o que lhe desejo. Amo sua vida, sou sua nova fã.

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